Geração Z no mercado de trabalho: um guia sobre o tema



Geração Z, pós-millennials ou centennials. Independentemente de como se escolha chamá-los, essa geração, nascida entre meados dos anos 1990 e a primeira década dos 2000, começa a povoar o mercado de trabalho – e tem causado mudanças de paradigmas.


Um cenário no qual colaboradores nascidos em diferentes épocas têm de atuar juntos já é realidade. Portanto, é importante que as empresas estejam preparadas para lidar com os talentos mais jovens, ao mesmo tempo em que evitam atritos com os veteranos da casa.


Este artigo te ajudará a entender como a Geração Z pensa e o que os pertencentes a ela esperam para suas carreiras. Continue lendo para ter ideias sobre como atrair (e manter) estes profissionais, que logo serão maioria nas corporações.



Quais as principais características da Geração Z


O centro de pesquisa e tendência McCrindle define a Geração Z como aqueles nascidos entre 1995 e 2009. Isso significa que estes jovens serão 27% da força de trabalho até 2025. Com o aumento da expectativa de vida mundial (desconsiderando-se os efeitos da pandemia de Covid-19) e a necessidade de se trabalhar mais anos antes da aposentadoria, vê-se um cenário com ao menos quatro gerações coexistindo no ambiente de trabalho.

Vejamos então algumas das características da tão falada Geração Z, que em breve será maioria numérica nas empresas.


Nativos digitais


Você se lembra de como era viver sem internet? Os mais jovens, não. Integrar a Geração Z significa desconhecer a vida offline. O progresso tecnológico acelerado está tão presente em suas trajetórias que lhes parece trivial.


Eles são os primeiros a aderirem a novas funcionalidades de dispositivos e aplicativos (diferentemente dos mais velhos, que por vezes apresentam resistência). E essa facilidade de se adaptar tem feito com que influenciem seus pais e avós a também se digitalizarem.

Mesmo levando-se em conta a enorme desigualdade digital existente no mundo (dados de 2020 da ONU sugerem que 46,4% da população global ainda não está online), aqueles que nasceram após 1995 foram – ao menos indiretamente – afetados pela informatização.


Entretanto, isso não significa que eles não veem limitações para o mundo digital. Em artigo para a revista estadunidense de negócios Inc., o escritor Ryan Jenkins, que se dedica a estudar a Geração Z, apresenta números de pesquisas que realizou para sustentar que a maioria deles prefere se comunicar cara a cara no ambiente de trabalho, ressaltando a importância de não manter o trabalho 100% remoto e apostar no modelo híbrido.


Visão de mundo pragmática


Os jovens dessa geração cresceram e se formaram enquanto cidadãos em um período histórico marcado por instabilidades econômicas – destaque para a crise econômica mundial de 2008 e para a atual pandemia.


Por terem visto pessoas próximas perderem trabalho, bens, poder aquisitivo ou serem submetidas a subempregos, a Geração Z tende a ser mais objetiva em suas aspirações. Ela busca segurança em diversos níveis: financeiro, profissional e emocional.


Busca por um propósito


Da mesma forma que vivenciar instabilidades fez a Geração Z querer segurança, isso também a levou a não se conformar com situações que considera problemáticas.


Exemplo disso está em seus hábitos de consumo. Estudo do instituto Ipsos feito no Reino Unido mostrou que 26% daqueles nascidos após 1996 dizem rejeitar produtos dependendo de como foram produzidos –sete pontos percentuais a mais do que os 19% registrados entre seus antecessores, os Millennials (que, na metodologia usada, são a geração entre 1980 e 1995).


Como empresas podem conquistar a Geração Z no mercado de trabalho


Segundo levantamento da consultoria Robert Half em parceria com a Enactus (organização internacional de fomento ao empreendedorismo social em universidades), 70% da Geração Z acredita que terá de trabalhar mais duro do que as gerações anteriores para ter uma carre

Desta forma, é de extrema importância que as companhias reflitam sobre como atrair talentos desse grupo. Vejamos algumas possibilidades, todas levantadas a partir do estudo da Robert Half com a Enactus, que foi realizado com jovens de Estados Unidos e Canadá.


Pacote de benefícios adequado


Os dois itens mais citados por estes jovens na hora de buscar um emprego foram, respectivamente, “oportunidade de crescimento na carreira” (64%) e “bons salários” (44%). Em quarto lugar apareceu "bons planos de saúde/seguro" (25%).

Essas cifras indicam que, embora dinheiro não seja tudo, ele de fato é a melhor forma de recompensá-los pelos seus talentos, juntamente com outros benefícios que lhes conferem qualidade de vida.


Ter uma missão clara e ser socialmente relevante


Com 40% de menções, "fazer a diferença ou ter impacto positivo na sociedade" foi a terceira prioridade com mais menções.


Isso significa que a empresa precisa comunicar com clareza como ela melhora a vida das pessoas, para que todos sintam que estão agindo, que sua colaboração tem um sentido além de gerar resultados financeiros.


Flexibilidade faz a diferença

O sexto ponto mais importante foi “horários flexíveis/opção de trabalho remoto”, elencado por 23% dos respondentes.


De fato, esses jovens valorizam seu tempo livre e a distinção entre vida pessoal e profissional. Otimizar processos (chega de reuniões que poderiam ser e-mails!) e poupar os colaboradores do deslocamento até o escritório sem que haja necessidade pode ser a chave para evitar desgastes.


A visão da Geração Z sobre o trabalho híbrido e remoto, aliás, merece ser analisada com mais profundidade.


Qual a relação da Geração Z com o trabalho híbrido


Um estudo com 1.000 participantes realizado pelo LinkedIn em agosto de 2021 mostrou que 38% dos profissionais da geração Z preferem o modelo de trabalho híbrido (no qual parte do tempo é passado em casa e a outra em espaços físicos da empresa), e outros 27% preferem o regime totalmente remoto.


Nem por isso eles ignoram eventuais problemas dessas condições: na mesma pesquisa, 7 em cada 10 participantes alegaram que trabalhar remotamente pode impactar o seu crescimento de carreira.


Um regime equilibrado pode ser encontrado com a realização de encontros periódicos (e bem justificados) entre a equipe ao mesmo tempo em que as atividades realizadas remotamente têm acompanhamento constante, mas equilibrado. Assim, esses jovens não se sentirão “abandonados” pelas lideranças, mas também não estarão sujeitos a uma agenda interminável de reuniões todos os dias.


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Agora que você descobriu informações sobre o comportamento da Geração Z no mercado de trabalho, que tal levar este conhecimento adiante?


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