A grande renúncia no Brasil: quais os motivos e como mudar este cenário?

No ano passado, mais de 4 milhões de americanos pediram demissões voluntárias a cada mês nos Estados Unidos. O movimento ficou conhecido como “The Great resignation”.



No cenário nacional, apesar da crise e dos mais de 13 milhões de desempregados, nos deparamos com os primeiros indícios da grande renúncia no Brasil: em janeiro de 2022, mais de 500 mil pessoas pediram demissão por aqui!


Este número representa o dobro do que foi registrado nos anos anteriores à pandemia e já representa uma rotatividade de 15% nas vagas com carteira assinada.


Porém, mais do que entender os números, é preciso ir mais fundo e entender o que vem gerando a grande renúncia no Brasil e no mundo. É o que faremos neste artigo. Acompanhe!


Quais os principais motivos da grande renúncia no Brasil?


O pouco que se sabe sobre os motivos por trás desse movimento é que a busca por qualidade de vida ganhou extrema relevância nos últimos meses.


Além disso, a pandemia de Covid trouxe mudanças significativas para a rotina das pessoas, que não querem mais voltar ao mesmo patamar de antes da pandemia. Vejamos alguns dos motivos que podem estar causando a grande renúncia no Brasil.


Saúde mental

Com a inclusão do burnout como doença de trabalho pela OMS e depois de mais de 570 mil afastamentos por transtornos mentais no Brasil em 2021, cuidar da saúde mental passou a ser prioridade para as pessoas.


Porém, muitos profissionais não sentem reciprocidade na preocupação com saúde mental por parte da empresa e, quando precisam escolher entre cuidar de si mesmo ou continuar se dedicando a um trabalho que prejudica sua saúde emocional, estamos vendo que a primeira opção é a escolha mais comum nos últimos tempos.


Falta de flexibilidade

Depois de quase 2 anos de home office, a volta ao trabalho não será tão bem aceita quanto antes. Afinal, os colaboradores não vão se esquecer tão cedo dos benefícios do trabalho remoto. E, embora o modelo 100% remoto tenha suas desvantagens, a flexibilidade dos modelos híbridos passou a ser almejada por mais de 76% dos brasileiros.


Indo na contramão do desejo dos profissionais, estão pelo menos 50% das empresas globais, que planejam retornar ao modelo 100% presencial até 2023, segundo estudo realizado pela Microsoft.


Como as empresas podem evitar que a grande renúncia cresça no Brasil?


Ao contrário do que muitos líderes imaginam, o reconhecimento financeiro proporcionado por cargos e salários não é o principal motivo pelos quais as pessoas estão aderindo à grande renúncia no Brasil. Isso mostra que as questões subjetivas acabam tendo muito mais impacto na decisão dos profissionais do que os aspectos objetivos.


Com isso em mente, separamos algumas dicas de como as empresas podem evitar que a grande renúncia impacte sua equipe. Veja a seguir!


Ofereça um ambiente de trabalho saudável

Relações de qualidade, respeito mútuo, equilíbrio entre vida pessoal e profissional: tudo isso conta na construção de um ambiente de trabalho saudável, seja ele físico ou remoto.


Além disso, as empresas que valorizam seus talentos e permitem um ambiente diversificado também aparecem no topo do ranking de melhores empresas para trabalhar. Isso envolve atitudes como apoiar as profissionais que são mães, deixar de lado o etarismo e diversificar a liderança, por exemplo.


Esqueça o microgerenciamento

Na corrida em busca do maior retorno sobre os investimentos, muitos líderes acabam adotando o microgerenciamento como forma de garantir que a sua equipe atinja os níveis de produtividade esperados.


Porém, esta atitude tem o efeito contrário, e acaba afastando os bons colaboradores, que se sentem extremamente pressionados e não têm autonomia para criar, resolver problemas e performar como gostariam.


Isso significa que atitudes como confiança, liberdade e flexibilidade são características do líder do futuro, que deixa de ter o comportamento de CEO feudal e passa a ser um grande parceiro de cada integrante da sua equipe.


Adote o trabalho híbrido

A adoção de novos modelos de trabalho híbrido, que oferecem liberdade geográfica para a equipe e desobrigam o comparecimento diário ao escritório é um caminho inevitável para as empresas que desejam ir na contramão dos efeitos da grande renúncia no Brasil.


Para isso, as empresas precisam criar os seus próprios modelos de trabalho híbrido, que pode envolver revezamento na sede, encontros pontuais entre as equipes, além de inovar com ações que incentivem o anywhere office.


Uma excelente opção é incluir soluções de trabalho híbrido no pacote de benefícios da empresa. Nesse sentido, a Bravve é a solução ideal para que seus colaboradores tenham a seu dispor mais de 30 espaços de trabalho espalhados por toda a cidade, utilizando-os de acordo com a proximidade de suas casas e aproveitando as salas de reunião disponíveis para promover encontros presenciais com a equipe e/ou clientes.


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